Fome emocional é a fome provocada por, ou consequência de, uma âncora emocional. Distingue-se da fome fisiológica pelo facto de poder acontecer após uma refeição consistente. O estômago pode estar preenchido mas há qualquer coisa que falta, regra geral algo muito específico e que actua como uma recompensa, sendo associadas emoções aos alimentos (daí o nome - fome emocional).
Fazer uma ingestão regrada ao longo do dia é crucial por forma a nos mantermos saciados, deste modo podemos logo à partida garantir que o apetite está controlado, excluíndo a opção da fome que sentirmos ser fisiológica.
A fome emocional tem uma característica muito particular: é instintiva, sem qualquer tipo de racionalização. É por isso que muitas vezes é a responsável pelo insucesso das perdas de peso, porque no momento em que "ataca" o raciocínio lógico nem sempre acontece e ficamos reféns do nosso desejo. A fome emocional é o "aqui e agora", sem pensar nas consequências. Estas consequências só aparecem depois, depois de ceder ao nosso impulso, e muitas vezes traduzem-se em martirização, desmotivação, desistência do plano alimentar e em casos extremos pode despoletar um distúrbio alimentar, por levar ao desespero e adopção de manobras compensatórias.
A fome emocional é algo que trabalhamos nas consultas de Nutricoaching. Uma das técnicas mais eficazes para a combater consiste em "distrair" a nossa mente, no exacto momento em que a fome aparece. Por ser tão instintiva, algo do momento, o facto de aguardarmos algum tempo até ceder ao impulso leva a que "ganhemos" tempo para a poder racionalizar, pensar a longo prazo. Se ainda assim optarmos por fazer essa ingestão alimentar, já não podemos dizer que foi uma acção inconsciente, já foi uma escolha reflectida.
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