segunda-feira, 25 de março de 2019
5 mitos de nutrição que não fazem sentido
Hoje em dia vivemos uma época em que nunca se falou tanto de nutrição. E se é verdade que há cada vez mais acesso à informação, há também uma grande difusão de mitos que promovem a criação de crenças sem qualquer tipo de base científica.
Deixo-vos aqui 5 mitos de nutrição que não fazem sentido:
1- "A sopa não pode levar muitos vegetais": os vegetais têm um valor calórico baixíssimo, sendo que mesmo em planos de emagrecimento não se justifica reduzir neste grupo de alimentos. Para além disso, do ponto de vista nutricional é muito mais interessante uma sopa de couve-flor, alho francês, nabo, cebola, courgette do que uma sopa que tenha só courgette.
2- "As tostas integrais são sempre melhores do que os pães": outra ideia muito difundida e que não corresponde à realidade. Um pão rústico (do género pão alentejano) tem na sua constituição farinha (normalmente até uma mistura de trigo e centeio), água, sal e levedura. Muitas tostas integrais têm na sua constituição açúcar e gordura hidrogenada por forma a que durem mais tempo.. ler os rótulos é fundamental!
3- "A manteiga de amendoim é uma gordura saudável e que se pode comer à vontade": é verdade o amendoim é rico em gorduras de boa qualidade. Ainda assim a segunda parte da frase não é verdade, e como se costuma dizer "à vontade não é à vontadinha" 😂 - em fases de emagrecimento o rigor na dosagem das gorduras é essencial.
4- "Água morna com limão emagrece e torna o pH do corpo mais alcalino": já foi abordado este assunto aqui, mas ainda assim continua a ser uma crença muito prevalente. O pH do sangue, tecidos e células não é passível de ser alterado pela alimentação: quanto muito alcaliniza-se o pH da urina.
5- "Não se pode comer fruta no fim da refeição": este mito está assente na ideia de que a fruta quando ingerida no fim da refeição irá "fermentar no estômago", algo que não é verdade. A fruta fermenta sim, mas no intestino, sendo esse um processo normal e fisiológico (estranho seria se não fermentasse). É engraçado que muitas pessoas não comem fruta no fim da refeição mas depois acabam por comer sobremesas ou doces, algo que não parece fazer muito sentido. Já agora, uma curiosidade interessante: o ananás, por exemplo, contém uma enzima chamada bromelaína que para além de ser anti-inflamatória também ajuda na digestão, sendo uma boa fruta para terminar uma refeição!
quarta-feira, 20 de março de 2019
Falafel no forno
O falafel é um tipo de salgado que faz lembrar o croquete mas em formato redondo, feito à base de grão-de-bico e tipicamente ingerido no médio Oriente. Pelo facto de ser frito, muitas vezes acaba por não ser das opções mais saudáveis: assim sendo, aqui segue uma sugestão de falafel para fazer no forno- fica óptimo como componente de uma salada ou até mesmo a rechear uns crepes.
Ingredientes:
- 400g de grão-de-bico cozido
- 1/4 chávena de flocos de aveia
- 1 c. sopa de sumo de limão
- 1,5 c. sopa de tahini (pasta de sésamo, 100%)
- 1 c. sopa de azeite
- 1/2 c. café de bicarbonato de sódio
- alho em pó, paprika, orégãos, pimenta etc
Modo de preparação:
Começar por pré-aquecer o forno a 180ºC.
Triturar todos os ingredientes num robot de cozinha e ajustar os temperos a gosto. Com uma colher, ir retirando pedaços da "massa" e com a ajuda das mãos formar o falafel: bolinhas pequenas, tipo almôndegas mas mais achatadas.
Dispôr o falafel num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal e deixar cozinhar durante cerca de 20-25 minutos.
Servir com molho de iogurte e alho (receita aqui), como complemento de uma salada.
Nota: pode-se ainda acrescentar à receita do falafel coentros, salsa ou até espinafres.
quinta-feira, 14 de março de 2019
Scones de aveia e avelã
Fins-de-semana pedem uns bons scones para o lanche: estes são de aveia e avelã e para além do seu teor de fibra têm a vantagem de não levar manteiga. Aqui vai a receita:
Ingredientes:
- 2 chávenas de flocos de aveia
- 1/2 chávena de avelã triturada em farinha
- 1/2 chávena de iogurte grego light (< 5g de açúcar por 100g)
- 1 c. sopa de sementes de chia
- 1 c. sopa de azeite
- 1 c. chá de fermento
- 1/2 c. café de sal
Modo de preparação:
Começar por pré-aquecer o forno a 180ºC.
Triturar os flocos de aveia e misturar com a "farinha de avelã". De seguida, adicionar todos os outros ingredientes e envolver bem.
Num tabuleiro forrado com papel vegetal, dispor a massa no formato de scones. Levar ao forno a 180ºC durante cerca de 25 minutos.
Ficam óptimos com a compota de frutos vermelhos e chia (receita aqui).
Compota de frutos vermelhos
As sementes de chia têm uma particularidade muito interessante: têm a capacidade de absorver água e expandir o seu tamanho, através da formação de uma cápsula de hidrogel com propriedades de adesão. Assim sendo, nas receitas de compota a chia vem substituir a pectina, sem haver a obrigatoriedade de adicionar qualquer forma de açúcar.
Alguns de vocês devem reconhecer esta compota como a cobertura do meu cheesecake de skyr - receita aqui.
Alguns de vocês devem reconhecer esta compota como a cobertura do meu cheesecake de skyr - receita aqui.
Ingredientes:
- 150g de frutos vermelhos
- 2 c. sopa de sementes de chia
- opcional: stevia
Modo de preparação:
Triturar grosseiramente os frutos vermelhos. Acrescentar as sementes de chia e mexer bem para envolver.
Levar ao frigorífico durante um período mínimo de 2 horas, dentro de um recipiente fechado.
segunda-feira, 4 de março de 2019
Pudim de chia com chocolate e morangos
Ingredientes:
- 5 c. sopa de iogurte grego light (< 5g de açúcar por 100g)
- 2 c. sopa de sementes de chia
- 2 c. chá de cacau em pó
- 1 quadrado de chocolate preto (> 70% cacau)
- 2-3 morangos
Modo de preparação:
Num frasco, misturar a chia com o iogurte e o cacau em pó. Mexer muito bem até as sementes estarem bem distribuídas.
Acrescentar 2-3 morangos partidos em pedaços pequenos e 1 quadrado de chocolate preto às lascas ou inteiro. Levar ao frigorífico durante cerca de 2 horas ou de um dia para o outro. Dura até 3 dias no frigorífico, num frasco fechado, sendo que dá para fazer logo a receita a triplicar.
